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terça-feira, 15 de maio de 2012

O mundo que nasceu com as duas guerras mundiais

As duas guerras mundiais provocaram uma profunda transformação no mundo. Entre 1914 e 1945, desmoronaram-se grandes impérios, surgiu o mundo comunista, morreram milhões de pessoas no campo de batalha, destruiu-se uma quantidade incalculável de riquezas, levantaram-se e desfizeram-se regimes totalitários, como o nazismo e o fascismo.

O mapa do mundo foi redesenhado. As duas guerras mundiais do século XX, entre as suas muitas consequências, mudaram a própria concepção de guerra. 

O pacifismo tornou-se quase uma unanimidade, embora mais no discurso do que na prática.

Nagasaki e Hiroshima passaram a simbolizar o absurdo da guerra.Com as modernas armas, a guerra deixou de ser associada à nobreza e ao heroísmo. A política mundial ficou polarizada entre a União Soviética e os Estados Unidos, os grandes vencedores da Segunda Guerra mundial. As duas guerras mundiais colocaram as tradicionais potencias europeias - Grã-Bretanha, França e Alemanha - em segundo plano.

As potências europeias perderam também as suas colônias, tanto na África como na Ásia. A bomba atômica também passou a ser alvo de discussão mundial, pois à medida que aumentava a capacidade destrutiva das armas nucleares, a guerra tornou-se impossível entre as potências, pois ela não teria vencedores.

.A rivalidade entre os EUA e a URSS era absoluta. Os modelos de sociedade, de organização econômica e de sistema político de cada um deles eram antagônicos (totalmente contrários). Apesar disso, soviéticos e norte- americanos não podiam entrar em conflito militar direto. A própria continuidade da vida humana na Terra ficou ameaçada pelas armas atômicas.

A paz entre as duas potências era improvável, mas a guerra entre elas era impossível. Depois de 1945 (fim da 2ª guerra), o mundo não conheceu um período de paz. Muitas guerras ocorreram em várias partes do mundo; guerras localizadas, sem o envolvimento direto das grandes potências, com o uso limitado de soldados e armas dos quais elas dispunham. Exemplos dessa guerras localizadas: Guerra da Coréia(1950),Vietnã(1960-1970),guerra na África e Ásia, entre o Irã e o Iraque. Quase todas elas tiveram a participação direta ou indireta da URSS e dos EUA, mas eles nunca ousaram se enfrentar diretamente.

Comunismo, Socialismo, Capitalismo e Globalização


Comunismo e Socialismo - Diferenças


Desde o surgimento do comunismo, ideologia criada após a Revolução Russa, as palavras “socialismo” e “comunismo” passaram a ser usadas como sinônimos por todo o século XX. Na verdade, embora ambas as teorias caminhem para o mesmo objetivo, existem certas diferenças conceituais entre as duas palavras. Em síntese, podemos dizer que o socialismo é uma etapa de transição do capitalismo para o comunismo. 

Socialismo é um conjunto de doutrinas que tem por fim a socialização dos meios de produção. Partindo do pressuposto de que os problemas sociais derivam das desigualdades entre os indivíduos, o sistema visa à extinção da propriedade privada. O governo investiria no cidadão desde seu nascimento, no entanto, ficaria como se fosse o “dono” daquele indivíduo, sendo o mesmo, obrigado a seguir regras rígidas e a trabalhar para todos na medida de suas possibilidades. 

Nesse sentido, ainda existe a necessidade de existência do Estado para coordenar a socialização dos meios de produção e defender os interesses dos trabalhadores contra a volta do sistema capitalista. Comunismo é um sistema de governo onde não existem classes sociais, propriedade privada, e o mais importante, não existe a figura do Estado; essa é a diferença. Em outras palavras, o socialismo é uma etapa de transição anterior ao comunismo que visa o desaparecimento do capitalismo.

 No comunismo, não há a necessidade de existência de um Estado em virtude do fato de que todas as decisões políticas são tomadas pela democracia operária. Ao contrário do que muitos pensam, a etapa do comunismo nunca foi atingida por nenhum país, uma vez que não houve nenhuma sociedade onde se registrou a ausência de um Estado.



Capitalismo


Capitalismo é o sistema econômico que se caracteriza pela propriedade privada dos meios de produção. No sistema capitalista as padarias, fábricas, confecções, gráficas, papelarias etc., pertencem a empresários e não ao Estado. Nesse sistema, a produção e a distribuição das riquezas são regidas pelo mercado, no qual, em tese, os preços são determinados pelo livre jogo da oferta e da procura. O capitalista, proprietário de empresa, compra a força de trabalho de terceiros para produzir bens que, após serem vendidos, lhe permitem recuperar o capital investido e obter um excedente denominado lucro.

No capitalismo, as classes não mais se relacionam pelo vínculo da servidão (período Feudal da Idade Média), mas pela posse ou carência de meios de produção e pela contratação livre do trabalho. São chamados capitalistas os países cujo modo de produção dominante é o capitalista. Neles coexistem, no entanto, outros modos de produção e outras classes sociais, além de capitalistas e assalariados, como artesãos e pequenos agricultores.

Outros elementos que caracterizam o capitalismo são a acumulação permanente de capital; a geração de riquezas; o papel essencial desempenhado pelo dinheiro e pelos mercados financeiros; a concorrência, a inovação tecnológica ininterrupta e, nas fases mais avançadas de evolução do sistema, o surgimento e expansão das grandes empresas multinacionais. A divisão técnica do trabalho, ou seja, a especialização do trabalhador em tarefas cada vez mais segmentadas no processo produtivo é também uma característica importante do modo capitalista de produção, uma vez que proporciona aumento de produtividade.

O modelo capitalista também é chamado de economia de mercado ou de livre empresa.

A partir da primeira guerra mundial, o quadro do capitalismo mundial sofreu importantes alterações: o mercado internacional restringiu-se; a concorrência americana derrotou a posição das organizações econômicas européias e impôs sua hegemonia inclusive no setor bancário; o padrão-ouro foi abandonado em favor de moedas correntes nacionais, notadamente o dólar americano, e o movimento anticolonialista recrudesceram.

 Os Estados Unidos, depois de liderarem a economia capitalista mundial até 1929, foram sacudidos por violenta depressão econômica que abalou toda sua estrutura e também a fé na infalibilidade do sistema. A política do liberalismo foi então substituída pelo New Deal: a intervenção do estado foi implantada em muitos setores da atividade econômica, o ideal do equilíbrio orçamentário deu lugar ao princípio do déficit planejado e adotaram-se a previdência e a assistência sociais para atenuar os efeitos das crises.

A progressiva intervenção do estado na economia caracterizou o desenvolvimento capitalista a partir da segunda guerra mundial. Assim, foram criadas empresas estatais, implantadas medidas de protecionismo ou restrição na economia interna e no comércio exterior e aumentada a participação do setor público no consumo e nos investimentos nacionais. A implantação do modo socialista de produção, a partir de 1917, em um conjunto de países que chegou a abrigar um terço da população da Terra, representou um grande desafio para o sistema de economia de mercado. 

As grandes nações capitalistas passaram a ver o bloco socialista como inimigo comum, ampliado a partir da segunda guerra mundial com a instauração de regimes comunistas nos países do leste europeu e com a revolução chinesa. Grande parte dos recursos produtivos foi investida na indústria bélica e na exploração do espaço com fins militares. Essa situação perdurou até a desagregação da União Soviética, em 1991, e o início da marcha em direção à economia de mercado em países como a China.


Globalização


O conceito globalização surgiu em meados da década de 1980, a qual vem a substituir conceitos como internacionalização e transnacionalização, porém se voltarmos no tempo podemos observar que é uma prática muito antiga. A humanidade desde o início de sua existência vem evoluindo, passou de uma simples família para tribos, depois foram formadas as cidades-estado, nações e hoje com a interdependência de todos os povos do nosso planeta, chegamos a um fenômeno natural, denominado de "aldeia global".Globalização ou mundialização é a interdependência de todos os povos e países do nosso planeta, também denominado "aldeia global". 

As notícias do mundo são divulgadas pelos jornais, radio, TV, internet e outros meios de comunicação, o mundo assistiu ao vivo e a cores em 11 de setembro, o atentado ao World Trade Center (as torres gêmeas), a invasão americana ao Iraque, quem não assistiu o Brasil penta campeão mundial de futebol. Com toda essa tecnologia a serviço da humanidade, da a impressão que o planeta terra ficou menor. 

Podemos também observar que os bens de consumo, a moda, a medicina, enfim a vida do ser humano sofre influência direta dessa tal Globalização. Hoje uma empresa produz um mesmo produto em vários países e os exportam para outros, também podemos observar a fusão de empresas, tudo isso tem como objetivo baixar custos de produção, aumentar a produtividade, então produtos semelhantes são encontrados em qualquer parte do mundo. A Globalização analisada pelo lado econômico-financeiro teve seu início na década de 80, com a integração a nível mundial das relações econômicas e financeiras, tendo como pólo dominante os Estados Unidos. 

Analisando a Globalização podemos destacar o lado positivo como: o intercambio cultural e comercial entre nações, importante para todos os povos, os riscos reais, entre outros. Agora vamos ver o lado negativo: a Globalização é crescente os povos ficam a cada dia mais interdependentes, porém os países desenvolvidos são os maiores beneficiados ficando cada vez mais ricos, enquanto os países em desenvolvimento ficam cada vez mais pobres. Então algumas medidas deverão ser tomadas para tentar mudar este quadro.



Metrópoles



O século 19 foi dos impérios e o 20 das nações, este é o das cidades.

O século das cidades: um planeta urbano e a emergência das megacidades.

Há 100 anos, apenas 10% da população mundial vivia em cidades. Atualmente, somos mais de 50%, e até 2050, seremos mais de 75%. A cidade é o lugar onde são feitas todas as trocas, dos grandes e pequenos negócios à interação social e cultural. Mas também é o lugar onde há um crescimento desmedido das favelas e do trabalho informal: estima-se que dois em cada três habitantes esteja vivendo em favelas ou subhabitações. E é também o palco de transformações dramáticas que fizeram emergir as megacidades do século 21: as cidades com mais de 10 milhões de habitantes já concentram 10% da população mundial.

A maioria delas tem concentração de pobreza e graves problemas socioambientais, decorrentes da falta de maciços investimentos em infra-estrutura e saneamento. Sua importância na economia nacional e global é desproporcionalmente elevada. Segundo a Unesco, no futuro teremos muitas megacidades e localizadas em novos endereços – das 16 existentes em 1996, passarão a 25 em 2025, muitas delas fora dos países desenvolvidos.

Ao mesmo tempo, emergem novas configurações territoriais, como as megaregiões: a BosWashstretch (faixa que vai de Boston até Washington, passando por Nova York), Chonqing, na China, ou a megaregião SaoRio (São Paulo-Rio). Nas próximas décadas o planeta global concentrará crescimento e inovação espetaculares em apenas alguns lugares de pico de excelência: as 40 megaregiões mais criativas (SaoRio já é a 26ª em seu ranking).


O prêmio Nobel Paul Krugman prevê que o crescimento das cidades será o modelo econômico de desenvolvimento no futuro. Isso porque é nas megacidades que acontecem as maiores transformações, gerando uma demanda inédita por serviços públicos, matérias-primas, produtos, moradia, transportes e empregos. Trata-se de um grande desafio para os governos e a sociedade civil, que exige mudanças na gestão pública e nas formas de governança, obrigando o mundo a rever padrões de conforto típicos da vida urbana – do uso excessivo do carro à emissão de gases.

Mas os maiores desafios ainda estão por vir, já que nas próximas duas décadas as cidades de países em desenvolvimento concentrarão 80% da população urbana do planeta. A realidade já sinaliza este boom – Lagos, na Nigéria, por exemplo, teve um aumento populacional de 3.000% desde 1950.

Ou seja: contrariando todas as apostas do final do século 20, as cidades não morreram nem entraram em declínio. Pelo contrário: as pessoas nunca buscaram tanto se aglomerar. Em um planeta cada vez mais digital e virtual, nunca se buscou tanto o encontro físico, e as cidades foram tão atrativas.

Mais avança as inovações de tecnologia de informação e conexões à distância e mais as cidades ganham atratividade.Veremos que uma coisa só reforça a outra e a interação física no território gera inovação como nunca antes. As cidades são “a” pauta do século 21.

Desafios: desenvolvimento sustentável, inclusão sócio-territorial, gestão inteligente

É nessas megacidades do futuro que o mundo precisa se reinventar, dividir riqueza para alcançar padrões mais justos e equilibrados de desenvolvimento. Padrões mais sustentáveis não apenas nos necessários desafios ambientais, mas também sociais e econômicos – que se reflitam não mais nos indicadores financeiros, mas em IDH’s e pegadas ecológicas.

O desafio do desenvolvimento futuro está nas cidades: 2/3 do consumo mundial de energia e aproximadamente 75% de todos os resíduos gerados ocorrem nas cidades. Portanto, falar em mudanças climáticas, aquecimento global e sustentabilidade é falar de cidades sustentáveis.

E cidades sustentáveis são, necessariamente, compactas, densas. Como se sabe, maiores densidades urbanas representam menor consumo de energia per capita: em contraponto ao modelo Beleza Americana de subúrbios espraiados no território, com baixíssima densidade, as cidades mais densas da Europa e da Ásia são hoje modelos na importante competição internacional entre as globais green cities, justamente pelas altas densidades e diversidade de usos. Ou seja: cidades sustentáveis são compactas, densas e diversificadas.

As próximas décadas certamente serão do enfrentamento de algumas mudanças fundamentais nos atuais padrões de desenvolvimento – por exemplo, 170 bilhões de Kilowatt-hora são desperdiçados no planeta devido à insuficiência de informações; 18 bilhões de reais por ano é a perda na economia de São Paulo decorrente de congestionamentos.

Com a incorporação da gestão inteligente e integrada das informações – já que agora temos a possibilidade de medir, captar e monitorar as condições de quase tudo – faz com que pessoas, sistemas e objetos se comuniquem e interajam: 30 bilhões de etiquetas RFID (identificação por rádio frequência) estarão presentes no planeta, em diversos ecossistemas; já existem mais de 1 bilhão de telefones com câmeras; haverá 2 bilhões de pessoas conectadas à Internet em 2011; em breve, existirá 1 trilhão de dispositivos conectados (a “Internet das coisas”).

Ou seja: cidades inteligentes poderão e deverão suportar os desafios da maior inclusão social e do desejável desenvolvimento sustentável.


Um pouco da história da urbanização

A Inglaterra foi o primeiro país do mundo a se urbanizar (em 1850 já possuía mais de 50% da população urbana), no entanto a urbanização acelerada da maior parte dos países desenvolvidos industrializados só ocorreu a partir da segunda metade do século XIX. Além disso, esses países demoram mais tempo para se tornar urbanizados que a maioria dos atuais países subdesenvolvidos industrializados.


Vemos, então, que, em geral, quanto mais tarde um país se torna industrializado tanto mais rápida é sua urbanização.


 Observe esses dados:

• Em 1900 existiam no mundo dezesseis cidades com população superior a 1 milhão de habitantes. Dessa, somente duas (Pequim e Calcutá) pertenciam ao Terceiro Mundo.

• Em 1950 havia vinte cidades no mundo com população superior a 2,5 milhões de habitantes. Dessas, apenas seis (Xangai, Buenos Aires, Calcutá, Bombaim, Cidade do México e Rio de Janeiro) estavam situadas no Terceiro Mundo. Observação: a cidade de São Paulo nem constava dessa lista.

• Para o ano 2000, as estimativas mostraram que, das 26 aglomerações urbanas com mais de 10 milhões de habitantes, nada menos que vinte delas estavam nos países subdesenvolvidos. A maior aglomeração urbana mais populosa do mundo, a Cidade do México, com 32 milhões de habitantes, o equivalente à população da Argentina em 1990. São Paulo aparece como a segunda aglomeração urbana, com 26 milhões de habitantes.

A urbanização do século XX foi marcada por importantes características, a começar pelo ritmo bastante acelerado de crescimento das cidades e pela sua abrangência, agora mundial. De fato, as transformações que o capitalismo promoveu em diversas sociedades nacionais contribuíram para que este processo se desencadeasse em diversas nações, mesmo naquelas onde a industrialização não foi representativa, isto é, em diversas áreas do mundo subdesenvolvido. Uma outra característica se refere ao processo de metropolização. De fato, as metrópoles encontram-se generalizadas, embora sua presença seja mais marcante nos EUA, Japão, China, Europa Ocidental e América Latina.

As metrópoles exercem influência em praticamente todo o território nacional, promovendo a difusão de novas formas de vida, além de imprimirem mudanças na organização do espaço geográfico.

Na atualidade, de cada 100 brasileiros, aproximadamente 78 vivem em cidades. Apesar de o ritmo de urbanização estar declinando em nosso país, ainda ocorre transferência de população do meio rural para o meio urbano. Os grandes centros urbanos do Brasil convivem com uma série de problemas, tanto socioculturais como ambientais e econômicos. Os engarrafamentos quilométricos, geradores de fumaça e ruídos que interferem na qualidade de vida; a volumosa produção de lixo, o que exige espaço para o seu depósito e cuidados ecológicos com o seu manejo; a carência de áreas verdes para o lazer e o entretenimento das pessoas; a especulação imobiliária que conduz a ocupações irregulares, muitas delas ocorrendo em áreas de preservação, como os fundos de vales.

Por outro lado, as metrópoles não representam apenas problemas, aparentemente insolúveis. Ao contrário, seu extraordinário dinamismo é gerador de ofertas de trabalho e de negócios, além de concentrador de recursos financeiros e de consumo. Nesse sentido, sua dinâmica também promove soluções para as dificuldades que fazem parte de seu cotidiano.

(www.scielo.com.br)

O Fascismo



O fascismo é um regime autoritário de extrema-direita desenvolvida por Benedito Mussolini, a partir de 1919 na Itália. O termo fascismo deriva de fascio, nome do grupo político que surgiu na Itália no fim do século XIX e começo do século XX.

Em 23 de março de 1919, foi fundado o movimento fascista pelo Mussolini, na cidade de Milão. Entre os membros fundadores estavam os líderes revolucionários sindicalistas Agostino Lanzillo e Michele Bianchini. Os fascistas, em 1922, organizaram uma marcha sobre Roma, pois pretendiam tomar o poder militarmente e ocupar prédios públicos e estações ferroviárias, exigindo a formação de um novo gabinete. Os fascistas, em 1923, passaram a desenvolver um programa de separação da igreja do estado, um exército nacional, um imposto progressivo, desenvolvimento de cooperativas e principalmente a república italiana.

O fascismo na Itália foi estabelecido uma década antes da chegada de Hitler (nazismo) ao poder, tendo em vista o contexto da Itália na Primeira Guerra e devido a um medo de que os esquerdistas tomassem o poder, Mussolini conseguiu chegar ao poder na Itália, como primeiro ministro italiano.

O fascismo de certa forma era resultado de um sentimento geral de medo e ansiedade dentro da classe média do pós-guerra, devido convergências de pressões inter-relacionadas de ordem econômica, política e cultural.

As principais características do fascismo foram:


- nacionalismo: exaltação do país italiano que coloca como país supremo em termos de desenvolvimento; - cerceamento da liberdade civil: pois trata-se de um regime autoritário; - Unipartidarismo: o único partido permitido pelo governo era o próprio partido fascista; - Derrota dos movimentos de esquerda; 

- limitação ao direito dos empresários de administrar sua força de trabalho.
Mesmo com a exaltação da nação e muitas vezes da raça acima do indivíduo, o fascismo não chegou a ser igual ao nazismo que utilizava violência e práticas modernas de propaganda e censura para suprimir pela força a oposição política e econômica severa e sustentar o nacionalismo utilizando práticas de xenofobias. O modelo econômico adotado pelo fascismo foi eficiente na modernização da economia industrial e na diminuição do emprego.

Tanto o Fascimo como o Nazismo são considerados regimes TOTALITÁRIOS.

O Nazismo




Após a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha foi palco de uma revolução democrática que se instaurou no país. A primeira grande dificuldade da jovem república foi ter que assinar, em 1919, o Tratado de Versalhes que, impunha pesadas obrigações à Alemanha. À medida que os conflitos sociais foram se intensificando, surgiram no cenário político-alemão partidos ultranacionalistas, radicalmente contrários ao socialismo. Curiosamente, um desses partidos chamava-se Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) e era liderado por um ex-cabo de nome Adolf Hitler.

As eleições presidenciais de 1925 foram vencidas pelo velho Von Hindenburg que, com a ajuda do capital estrangeiro, especialmente norte-americano, conseguiu com que a economia do país voltasse a crescer lentamente. Esse crescimento, porém, perdurou somente até 1929(Quebra da Bolsa de Valores de Nova Yorque). Foi quando a crise econômica atingiu com tal força a Alemanha, que, em 1932, já havia no país mais de 6 milhões de desempregados. Nesse contexto de crise, os milhões de desempregados, bem como muitos integrantes dos grupos dominantes, passaram a acreditar nas promessas de Hitler de transformar a Alemanha num país rico e poderoso. 

Assim, nas eleições parlamentares de 1932, o Partido Nazista conseguiu obter 38% dos votos (230 deputados), mais do que qualquer outro partido. Valendo-se disso, os nazistas passaram a pressionar o presidente e este concedeu a Hitler o cargo de chanceler (chefe do governo).

No poder, Hitler conseguiu rapidamente que o Parlamento aprovasse uma lei que lhe permitia governar sem dar satisfação de seus atos a ninguém. Em seguida, com base nessa lei, ordenou a dissolução de todos os partidos, com exceção do Partido Nazista. Em agosto de 1934, morreu Hindenburg e Hitler passou a ser o presidente da Alemanha, com o título de Führer (guia, condutor). Fortalecido, o Führer lançou mão de uma propaganda sedutora e de violência policial para implantar a mais cruel ditadura que a humanidade já conhecera.

A propaganda era dirigida por Joseph Goebbles, doutor em Humanidades e responsável pelo Ministério da Educação do Povo e da Propaganda. Esse órgão era encarregado de manter um rígido controle sobre os meios de comunicação, escolas e universidades e de produzir discursos, hinos, símbolos, saudações e palavras de ordem nazista. Já a violência policial esteve sob o comando de Heinrich Himmler, um racista extremado que se utilizava da SS (tropas de elite), das SA (tropas de choque) e da Gestapo (polícia secreta de Estado) para prender, torturar e eliminar os inimigos do nazismo.

No plano econômico, o governo hitlerista estimulou o crescimento da agricultura, da indústria de base e, sobretudo, da indústria bélica. Com isso, o desemprego diminuiu, o regime ganhou novos adeptos e a Alemanha voltou a se equipar novamente, ignorando os termos do Tratado de Versalhes.

O holocausto


Nossa relação com o passado se dá de diferentes formas e a partir da interpretação das experiências vividas, o homem passa a ditar determinadas ações de sua vida cotidiana. Geralmente, as experiências ruins são respondias com ações e idéias que evitam a repetição de um mesmo infortúnio. Um claro caso desse tipo de relação do passado pode ser notado quando fazemos menção ao Holocausto.


O Holocausto foi uma prática de perseguição política, étnica, religiosa e sexual estabelecida durante os anos de governo nazista de Adolf Hitler. Segundo a ideologia nazista, a Alemanha deveria superar todos os entraves que impediam a formação de uma nação composta por seres superiores. Segundo essa mesma idéia, o povo legitimamente alemão era descendente dos arianos, um antigo povo que – segundo os etnólogos europeus do século XIX – tinham pele branca e deram origem à civilização européia. Dessa forma, para que a supremacia racial ariana fosse conquistada pelo povo alemão, o governo de Hitler passou a pregar o ódio contra aqueles que impediam a pureza racial dentro do território alemão. Segundo o discurso nazista, os maiores culpados por impedirem esse processo de eugenia étnica eram os ciganos e – principalmente – os judeus. Com isso, Hitler passou a perseguir e forçar o isolamento em guetos do povo judeu da Alemanha.

Dado o início da Segunda Guerra, o governo nazista criou campos de concentração onde os judeus e ciganos eram forçados a viver e trabalhar. Nos campos, os concentrados eram obrigados a trabalhar nas indústrias vitais para a sustentação da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Além disso, os ocupantes dos campos viviam em condições insalubres, tinham péssima alimentação, sofriam torturas e eram utilizados como cobaias em experimentos científicos.

É importante lembrar que outros grupos sociais também foram perseguidos pelo regime nazista, por isso, foram levados aos campos de concentração. Os homossexuais opositores políticos de Hitler, doentes mentais, pacifistas, eslavos e grupos religiosos, tais como as Testemunhas de Jeová, também sofreram com os horrores do Holocausto. Dessa forma, podemos evidenciar que o holocausto estendeu suas forças sobre todos aqueles grupos étnicos, sociais e religiosos que eram considerados uma ameaça ao governo de Adolf Hitler.

Com o fim dos conflitos da 2ª Guerra e a derrota alemã, muitos oficiais do exército alemão decidiram assassinar os concentrados. Tal medida seria tomada com o intuito de acobertar todas as atrocidades praticadas nos vários campos de concentração espalhados pela Europa. Porém, as tropas francesas, britânicas e norte-americanas conseguiram expor a carnificina promovida pelos nazistas alemães. Depois de renderem os exércitos alemães, seus principais líderes foram julgados por um tribunal internacional criado na cidade alemã de Nuremberg.

Com o fim do julgamento, muitos deles foram condenados à morte sob a alegação de praticarem crimes de guerra. Hoje em dia, muitas obras, museus e instituições são mantidos com o objetivo de lutarem contra a propagação do nazismo ou ódio racial.

A queda do Muro de Berlim e o fim da URSS



O muro de Berlim foi durante a sua existência um símbolo por excelência de todo o contexto mundial vivido na Guerra Fria, simbolizou o antagonismo político ideológico entre EUA e URSS que direcionou um mundo bipolarizado.

Estados Unidos e União Soviética iniciaram um processo de extensão de suas áreas de influências pelo planeta acompanhado de uma corrida armamentista nuclear e de uma corrida tecnológica espacial. Havia também uma preocupação constante em mostrar um modo de vida superior de cada lado e por isso houve uma intensa propaganda de ambas as partes que envolveram até mesmo as competições olímpicas.

Após 28 anos de existência, em 09 de novembro de 1989, o mundo assistiu estarrecido ao fim da divisão de uma cidade e a unificação da Alemanha, foi o início do fim da Guerra Fria que culminou em 1991 com a fragmentação da URSS. Desde o início da década de 80 a URSS já havia mostrado que não iria suportar o ritmo de competitividade imposto pelos EUA. A corrida espacial, os altos custos com a guerra no Afeganistão e com a manutenção do aparato militar soviético aliado aos problemas econômicos ligados a produção de petróleo e a agricultura levaram a URSS a desaparecer em 1991, pondo fim ao bloco socialista consequentemente a Guerra Fria.


A crise estrutural vivida na década de 80 pela URSS foi tão profunda que mesmo colocando em prática políticas governamentais arrojadas de modernização da economia soviética (Perestroika e Glasnost), Mikhail Gorbatchov não consegui evitar o fim da URSS em 1991.

No mundo atual, pós guerra fria, o cenário internacional tem como principal característica o avanço do processo de globalização em diversos níveis da vida cotidiana, como: na política, na economia, na cultura e na sociedade. O neoliberalismo representa uma nova fase do sistema capitalista que, com base na ideologia liberalista, atende às necessidades do mercado internacional no acirramento do sistema, traduzido basicamente na necessidade de abertura de novos mercados consumidores, redução de custos trabalhistas e diminuição do papel do Estado como regulador das relações sociais de trabalho e de mercado.

A ideologia neoliberalista impõe-se hoje, no contexto internacional, de acordo com os interesses dos grandes grupos econômicos do mundo, propondo reformas estruturais como: privatizações de estatais, abertura do mercado, derrubada de barreiras alfandegárias, dependência ao capital externo especulativo etc..

Pode-se dizer que a globalização atua como instrumento do capitalismo neoliberalista com objetivo de promover a integração econômica e política em âmbito global. No aspecto político-econômico, a globalização direciona-se para uma integração política regional e uma interdependência econômica, traduzida na formação de blocos econômicos para fins comerciais.

Com a abertura de mercado, circulação de informações e a formação dos blocos econômicos, a globalização acabou aproximando os povos e consequentemente aumentando a importância das relações internacionais na vida cotidiana de cada um. Em nível de governo, atualmente, a globalização faz com que as ações de política externa afetem diretamente a política interna e vice-versa, de modo que a linha que as separam seja quase imperceptível.

A queda do muro de Berlim, que completou 20 anos em 09 de novembro de 2009, simbolizou o início de uma nova era, não só para a Alemanha unificada e mais forte, mas também para todo o mundo. O continente europeu, por exemplo, a partir da década seguinte passou a apostar todas as suas fichas em um ousado projeto de integração regional conhecido como União Européia. A queda do muro abriu caminho para o fim da cortina de ferro imposta pela URSS e fez nascer um sentimento europeu acima das nacionalidades, conseqüentemente fez nascer também uma Europa mais unida, competitiva e consciente de que juntos são mais fortes.

Além disso, a queda do muro de Berlim mostrou que havia um novo direcionamento econômico e político se desenhando no mundo pós-guerra fria. Na economia - o neoliberalismo, que impôs novas regras para a economia mundial com a abertura de mercados. Na política - o multilateralismo tomou lugar do sistema bipolarizado, com o advento das potências médias regionais e dos blocos econômicos, o mundo vive atualmente um complexo sistema de relações no novo jogo do poder.


NOVA ORDEM MUNDIAL

O mundo bipolar não existe mais, esse era dividido em dois lados: Estados Unidos (capitalista) e União Soviética (socialista), ambos configuravam como as duas maiores potências mundiais.

Com o declínio do socialismo e, automaticamente, da União Soviética houve uma transformação no panorama da ordem mundial que começou a ser estabelecida.

Com a retirada da União Soviética do cenário mundial, em relação à sua influência política, os líderes dos Estados Unidos iniciaram uma série de decisões de acordo somente com seus interesses, uma vez que se tratava da maior potência mundial e não havia nenhum país para ir contra as suas ofensivas.

A partir dessa liderança mundial por parte dos Estados Unidos, esses começaram a intervir em diversas questões diplomáticas e militares no mundo, um exemplo claro dessas iniciativas foi quando tomou partido na invasão do Iraque ao Kuwait que ocasionou na Guerra do Golfo.

Essa atitude por parte do governo norte-americano não limitou somente as discussões e negociações intermediadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, pelo contrário, foi uma ofensiva arbitrária e imposta pelos Estados Unidos. De certa forma, era uma maneira do país se firmar como potência e líder mundial, isso em nível global.

Além desse fato, os Estados Unidos intervieram em diversos outros lugares do mundo, como uma espécie de apaziguador mundial que lhe rendeu muitos inimigos, especialmente os mulçumanos, independentemente da nacionalidade.

Isso se tornou explícito quando, em 11 de setembro de 2001, o país foi “vítima” de um atentado terrorista, quando dois aviões foram conduzidos a chocar-se contra um dos maiores símbolos norte-americanos, as torres gêmeas do World Trade Center, na cidade de Nova York, além do Pentágono (Centro Administrativo das Forças Armadas norte-americanas) em Washington.

O atentado em questão atingiu diretamente o orgulho americano, pois não imaginavam que poderia existir alguém que teria a audácia de se voltar contra a maior potência mundial. Ao mesmo tempo, isso serviu para que o país se colocasse de forma efetiva como líder mundial, iniciando assim um grande programa de “erradicação do terrorismo”, que automaticamente exigiu um apoio mundial por parte das outras nações, para que assim pudessem desenvolver ações contra esse tipo de “ameaça”.


A busca por culpados pelo atentado começou logo, o “bode expiatório” foi o Afeganistão, país acusado de acomodar a Al Qaeda e seu líder, Osama bin Laden, responsáveis pelo atentado de 11 de setembro.

Em pouco tempo o governo do Afeganistão foi deposto, mais precisamente em novembro de 2001, desse modo os Estados Unidos já haviam invadido o país com o apoio do Reino Unido, apesar disso não obteve êxito na busca por Osama bin Laden.

No ano seguinte, o governo norte-americano acusou países como Iraque, Irã e Coréia do Norte, intitulados de “eixo do mal”, de produzir armas de destruição em massa, além de apoiar a formação de grupos terroristas em seus respectivos territórios.

Diante desse argumento, os líderes norte-americanos requisitaram junto à ONU uma autorização para retirar do poder o ditador Saddam Hussein. Para desenvolver esse processo, os Estados Unidos não contaram com o apoio de países como França, Alemanha e Federação Russa, pois esses se opuseram à invasão. Apesar disso, em março de 2003, o Iraque foi invadido e seu líder, Saddam Hussein, foi tirado do poder. Recentemente, o governo norte-americano têm se voltado contra os países do “eixo do mal”, como Coréia do Norte e Irã, com a justificativa de que esses estariam com pesquisas nucleares.